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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Produção deve cair em setembro e outubro, diz Anfavea

São Paulo - A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus deve continuar caindo nos meses de setembro e outubro, previu nesta sexta-feira, 4, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

Segundo ele, a queda será consequência das medidas de corte da produção para ajustar os níveis de estoques ao baixo volume de vendas.

"O ajuste pode se dar de duas formas: com a retomada do mercado, que, nesse cenário, não conseguimos enxergar nesse momento, ou via ajuste da produção", comentou durante entrevista coletiva à imprensa para apresentar os dados do setor de agosto.

No mês passado, a produção total caiu 3,5% ante julho e tombou 18,2% na comparação com agosto de 2014, fazendo com que, no ano, acumule recuo de 16,9% até agosto.

No oitavo mês de 2015, o estoque total de veículos nos pátios das concessionárias e das montadoras aumentou de 345,6 mil em julho para 357,8 mil unidades, segundo dados Anfavea.

Com o crescimento, o estoque total de veículos no oitavo mês do ano era suficiente para 52 dias de vendas, período maior do que os 50 dias em julho.

Moan lembrou que, em todo o mundo, o setor considera ideal um estoque equivalente a 30 dias de venda, mas destacou que, no caso do Brasil, os níveis de estoque são naturalmente "bastante altos" em razão da competitividade.

"Somos um mercado mais competitivo do mundo. Temos quase 2,8 mil marcas e versões oferecidas pelas montadoras e 63 marcas disputando mercado brasileiro", explicou.

Esse ajuste da produção, lembrou Moan, se dará principalmente por meio do afastamento de funcionários das fábricas.

De acordo com números da Anfavea, só em setembro, 27,4 mil funcionários estarão afastados por meio de lay-off (suspensão temporária dos contratos), férias coletivas ou individuais, e licença remuneradas, entre outros.

O número representa pouco mais de 20% do total de empregados do setor até o fim de agosto (134,3 mil funcionários).

Luiz Moan, saiu em defesa pública do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O executivo afirmou que o ministro tem demonstrado a "firmeza necessária" para a condução do ajuste fiscal e que, por isso, tem o apoio da indústria automotiva.

"É fundamental que a conclusão do ajuste macroeconômico e fiscal se dê o mais rápido possível. Sem ele, não sabemos qual a regra do jogo. (...) E o ministro Levy tem demonstrado a firmeza necessária", afirmou.

Em sua fala, o executivo também teceu elogios ao trabalho dos ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

O presidente da Anfavea avaliou ainda como "corajosa" a atitude do governo de enviar ao Congresso Nacional o Orçamento para 2016 prevendo déficit primário, o que ele chama de "orçamento verdadeiro.

"Mas sabemos da necessidade de ter um superávit primário no cenário de ajuste. Por isso, espero uma solução positiva para o Brasil na tramitação no Congresso", destacou.

Apesar dos elogios, Moan criticou a possibilidade de criação de novos impostos ou aumento de tributos no País.

Na avaliação dele, "não cabe" mais aumento da carga tributária não só para a indústria automotiva, mas para a economia brasileira como um todo, pois o País já possui uma das maiores cargas do mundo, o que prejudica a competitividade da indústria.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/producao-deve-cair-em-setembro-e-outubro-diz-anfavea

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Malefícios de não planejar

Falta de Planejamento Orçamentário é fator de crise nas empresas

A falta de Planejamento Orçamentário está entre os principais fatores para falências e grandes crises financeiras. Dados divulgados pela Serasa Experian revelam números alarmantes.
O que se pode considerar é que a falta de planejamento orçamentário está entre os principais fatores para falência e grandes crises financeiras.

O economista e especialista em Recuperação Judicial, Douglas Duek, sócio-diretor da Quist Investimentos, destaca “Muitos empresários não sabem mensurar a viabilidade de seu produto ou serviço, ou seja, não sabem dizer se a diferença entre o preço de produção e o preço de venda compensa para pagar todos os custos do processo, impostos e ainda lucrar com isso. Por isso muitos trabalham e a empresa não sai do lugar, só sobrevivem um tempo maior por que vão acumulando dívidas com impostos e bancos”.

A falta de administração financeira adequada pode causar os seguintes problemas:

- Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas e financeiras. “Isso ocorre porque não é feito o registro adequado das transações realizadas”, explica Ivan Hudler, presidente da Prosyst, empresa de ERP para Gestão Corporativa, com 28 anos de atuação no Brasil;
- Não saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais, porque não é elaborado o demonstrativo de resultados;
- Não calcular corretamente o preço de venda, porque não são conhecidos seus custos e despesas;
- Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, bem como o volume e o destino dos pagamentos porque não é elaborado um fluxo de caixa, um controle do movimento diário do caixa;
- Não saber o valor patrimonial da empresa, porque não é elaborado o balanço patrimonial;
- Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore, porque não é estabelecido um valor fixo para a remuneração dos sócios;
- Não saber administrar corretamente o capital de giro da empresa, porque o ciclo financeiro de suas operações não é conhecido;
- Não fazer análise e planejamento financeiro da empresa, porque não existe um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).

“É justamente em fatores como esse que a tecnologia deve ser a principal aliada, tanto nas informações quanto na agilidade de operação”, explica Hudler, em relação ao módulo Planejamento Orçamentário, disponibilizado pela Prosyst.

Entre os benefícios estão a redução e impactos indesejáveis no caixa, dos gastos imprevistos, além de melhora no acompanhamento da receita planejada. “A maioria dos sistemas atua de forma reativa, ou seja, após acontecer algo, geralmente, um imprevisto, é feita uma análise para correção dos custos”, completa o executivo.

“Para muitas empresas do mercado, o ganho nas aquisições de seus insumos, representa índice superior ao realizado pelas vendas. Qualquer ganho nas aquisições, tem seu respectivo valor transferido diretamente para o resultado (lucro) da empresa. Portanto, boas práticas de Planejamento e Controle Orçamentário afetam o resultado da companhia, representando um instrumento imprescindível na gestão e melhorando a saúde e competitividade das empresas”.

E finaliza. “Todas as empresas deveriam ter algum Planejamento Financeiro e acompanhar pelo menos reativamente. Empresas que demandam importante investimento em aquisições de insumos, são as que melhor se utilizam e se beneficiam desta ferramenta”.

Fonte:

http://www.prosyst.com.br/noticias/detalhes/falta-de-planejamento-orcamentario-e-fator-de-crise-nas-empresasFalta de Planejamento Orçamentário é fator de crise nas empresas