quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Orçamento de Vendas e Produção

      Orçamento de vendas, nada mais é que o plano de vendas da empresa para um determinado período de tempo. Sua principal função é a determinação do nível de atividades futuras da empresa. Na elaboração do orçamento de vendas, são consideradas variáveis de mercado consumidor, de produção, de mercado fornecedor, de trabalho e outras variáveis de recursos financeiros, sendo que estas podem afetar em maior ou menor grau a empresa. A formulação do orçamento de vendas, requer que a definição de políticas gerias, decisões de técnicas sobre tendências de mercado para lançamento de novos produtos e serviços, a prospecção de preços, a expansão ou retração de futuros mercados de atuação, a competência, a motivação de equipes, o composto de marketing - que entra promoção, publicidade e propaganda - sejam analisados com tranquilidade.

      A dificuldade para formular um orçamento de vendas, muitas vezes é devido à falta de informação necessária e também da impossibilidade de algumas variáveis. O orçamento de vendas está diretamente ligado com os seguintes itens: a capacidade do mercado de absorver produtos ou serviços, o nível de futura demanda, o potencial da equipe de vendas, o dimensionamento da produção e também as perspectivas de expansão do mercado onde a empresa irá atuar.

          Enfim, o orçamento de vendas deve dizer o que a empresa deverá produzir e qual a quantidade dessa produção para que a mesma seja vendida. Sempre há nesse orçamento os seguintes objetivos: dar velocidade no atendimento ao cliente, melhorar a qualidade, assegurar o preço certo e o prazo certo, a quantidade a ser produzida. Em síntese, o produto certo, no lugar certo e no tempo certo.

          Após realizar a projeção de vendas inicia-se a elaboração do orçamento que envolve a projeção das matérias-primas, mão-de-obra direta, os custos indiretos de fabricação, de acordo com as unidades a serem vendidas e política de estoques de produtos prontos definidas pela empresa. Conseguimos entender que o orçamento de produção é uma estimativa da quantidade de bens que devem ser fabricados durante o exercício. Os passos para a elaboração do orçamento de produção envolvem estabelecer as políticas relativas aos níveis de estoque, a determinação da quantidade total de cada produto a ser fabricado, em determinado período, programar e distribuir essa produção de períodos.

        O orçamento de produção bem definido e formulado, nos mostra a respeito da capacidade de produção os seguintes itens: a melhoria máxima na utilização da capacidade de produção evitando a ociosidade na capacidade produtiva e também a máxima na estabilidade da produção, prevenindo oscilações consideráveis entre os períodos de alta e baixa produção, que acarretam custos adicionais e instabilidade na mão-de-obra. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Orçamento de Materiais e Estoques

Nesta postagem vamos abordar, resumidamente, o capítulo 17 do Livro do Padoveze, Orçamento de Materiais e Estoques.

17.1 Aspectos gerais do orçamento de materiais

O orçamento de materiais é compreendido por:
  •    Consumo de materiais;
  •     Estoque de materiais;
  •     Compras de materiais;
  •     Saldo final mensal de contas a pagar a fornecedores.

Tipos de materiais

Diretos: são os ligados á estrutura do produto: como MP, componentes agregados à MP transformada e materiais de embalagem.  Podem ser mensurados por meio de uma medida de consumo. Quantidade de MP, horas de MOD, número de embalagens, entre outros, todos estes tem-se como saber o quanto foi utilizada para a produção.
Indiretos: são os necessários para a produção, mas não são incorporados aos produtos. Como: materiais auxiliares necessários para a produção e consumidos durante o processo, materiais para manutenção de equipamentos e instalações e despesas administrativas.  Estes não podem ser mensurados, como aluguel, não é possível obter uma medida certa, a não ser por meio de rateio.

Para executar estes orçamentos é necessário observar alguns aspectos como:

  • conhecer a estrutura do produto – identificar os materiais que formam o produto final.
  • conhecer os lead times dos processos  de produção, vendas e compras - que seria o ciclo do processo produção, vendas e compras, demanda dos materiais.
  • comportamento da demanda dos materiais – os materiais diretos possuem um comportamento de demanda dependente, pois são atrelados à estrutura do produto e a quantidade dos materiais depende da quantidade a ser produzida. A maior parte dos materiais indiretos possui comportamento de demanda independente, ou seja, não estão atrelados à estrutura do produto, alguns, principalmente os auxiliares, possuem uma correlação de consumo direta com o processo de fabricação.
  • Sistema de custos e custo dos materiais dos produtos – os sistemas de custos são grandes aliados no para o orçamento de materiais e estoques
  • Orçamento de consumo de materiais – Para realizar este orçamento é importante saber:

      a) o orçamento do programa de produção;
      b) estrutura dos produtos constantes do programa de produção;
      c) informações de demanda média dos materiais indiretos;
      d) preço de compra dos materiais constantes dos sistemas de suprimentos;
      e) política de estocagem.

      B e D são utilizados para a apuração do custo unitário dos materiais por produtos.

  • Apuração do custo unitário de materiais por produto – a metodologia utilizada consiste em manter o custo unitário com preços fixos em uma data-base, para depois, na elaboração do orçamento do consumo, fazer uma indexação média, se for o caso, em virtude das eventuais variações de preços previstas.
  • Impostos sobre as compras – identificar os impostos sobre as entradas e suas respectivas alíquotas.
  • Orçamento de compras e estoque de materiais - o orçamento de compras de materiais decorre: da política de estoque de materiais, do orçamento de consumo de materiais – líquido de impostos e dos impostos incidentes sobre compras de materiais. A mensuração dos estoques de materiais é feita após a adoção do critério de valorização (peps, ueps ou Preço Médio Ponderado). O mais usual é o preço médio ponderado.

A metodologia ideal para a mensuração dos estoques de materiais é:

  • identificar pelo MRP as quantidades que o sistema projeta como estoque final de cada item de MP, componente e material indireto;
  • fazer a projeção do preço médio sem impostos, de cada material, tomando como base as dados do estoque inicial e os preços médios de compra orçados;
  • elaborar a mensuração de cada item pelo preço médio obtido acima.

       Esta é a metodologia ideal, mas que nem sempre é usada devido ao custo/benefício, normalmente as empresas costumam utilizar um prazo médio de estocagem em dias de consumo.

17.2 Orçamento de estoques de produtos em processo e produtos acabados

É necessário orçar os custos:
  • Da produção;
  • Da produção acabada;
  • Da produção inacabada (estoque em processo);
  • Da produção vendida;
  • Do estoque de produtos acabados.


         Com estes dados é possível orçar:

  • Estoque de produtos em processo e custo da produção acabada - para a elaboração deste orçamento, os insumos de produção são separados em 2 grandes grupos: custo dos materiais e custos de transformação. O custo dos materiais da produção em processo foi obtido no Orçamento de Consumo de Materiais. O orçamento dos custos de transformação será abordado no próximo capítulo.
  • Estoque de produtos acabados e custo dos produtos vendidos - partindo do custo de produção, podem-se elaborar o custo médio dos produtos fabricados e, consequentemente, vendidos ou estocados. De maneira simples, para calcular o estoque final, soma-se o estoque inicial com a produção e diminuímos as vendas.
  • Variação dos estoques de produção - de maneira simples, para calcular esta variação, soma-se o Estoque Final em Processo ao Estoque Final Acabado.



Fonte: PADOVEZE, Clóvis L. Controladoria Estratégica e Operacional: conceitos, estrutura, aplicação. São Paulo: Cengage Learning, 2012



Produção deve cair em setembro e outubro, diz Anfavea

São Paulo - A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus deve continuar caindo nos meses de setembro e outubro, previu nesta sexta-feira, 4, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

Segundo ele, a queda será consequência das medidas de corte da produção para ajustar os níveis de estoques ao baixo volume de vendas.

"O ajuste pode se dar de duas formas: com a retomada do mercado, que, nesse cenário, não conseguimos enxergar nesse momento, ou via ajuste da produção", comentou durante entrevista coletiva à imprensa para apresentar os dados do setor de agosto.

No mês passado, a produção total caiu 3,5% ante julho e tombou 18,2% na comparação com agosto de 2014, fazendo com que, no ano, acumule recuo de 16,9% até agosto.

No oitavo mês de 2015, o estoque total de veículos nos pátios das concessionárias e das montadoras aumentou de 345,6 mil em julho para 357,8 mil unidades, segundo dados Anfavea.

Com o crescimento, o estoque total de veículos no oitavo mês do ano era suficiente para 52 dias de vendas, período maior do que os 50 dias em julho.

Moan lembrou que, em todo o mundo, o setor considera ideal um estoque equivalente a 30 dias de venda, mas destacou que, no caso do Brasil, os níveis de estoque são naturalmente "bastante altos" em razão da competitividade.

"Somos um mercado mais competitivo do mundo. Temos quase 2,8 mil marcas e versões oferecidas pelas montadoras e 63 marcas disputando mercado brasileiro", explicou.

Esse ajuste da produção, lembrou Moan, se dará principalmente por meio do afastamento de funcionários das fábricas.

De acordo com números da Anfavea, só em setembro, 27,4 mil funcionários estarão afastados por meio de lay-off (suspensão temporária dos contratos), férias coletivas ou individuais, e licença remuneradas, entre outros.

O número representa pouco mais de 20% do total de empregados do setor até o fim de agosto (134,3 mil funcionários).

Luiz Moan, saiu em defesa pública do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O executivo afirmou que o ministro tem demonstrado a "firmeza necessária" para a condução do ajuste fiscal e que, por isso, tem o apoio da indústria automotiva.

"É fundamental que a conclusão do ajuste macroeconômico e fiscal se dê o mais rápido possível. Sem ele, não sabemos qual a regra do jogo. (...) E o ministro Levy tem demonstrado a firmeza necessária", afirmou.

Em sua fala, o executivo também teceu elogios ao trabalho dos ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

O presidente da Anfavea avaliou ainda como "corajosa" a atitude do governo de enviar ao Congresso Nacional o Orçamento para 2016 prevendo déficit primário, o que ele chama de "orçamento verdadeiro.

"Mas sabemos da necessidade de ter um superávit primário no cenário de ajuste. Por isso, espero uma solução positiva para o Brasil na tramitação no Congresso", destacou.

Apesar dos elogios, Moan criticou a possibilidade de criação de novos impostos ou aumento de tributos no País.

Na avaliação dele, "não cabe" mais aumento da carga tributária não só para a indústria automotiva, mas para a economia brasileira como um todo, pois o País já possui uma das maiores cargas do mundo, o que prejudica a competitividade da indústria.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/producao-deve-cair-em-setembro-e-outubro-diz-anfavea

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

6º Congresso de Controladoria e Finanças e de Iniciação Científica em Contabilidade da UFSC

Apresentação de trabalhos dos nossos colegas e professores.


De 30/09 a 02/10/2015 acontecerá o 6º Congresso de Controladoria e Finanças e de Iniciação Científica em Contabilidade em Florianópolis.

Você Sabia?

A participação nesse tipo de evento, com certificado, pode ser utilizado como atividade complementar. Conforme estabelecido pelo departamento de Ciências Contábeis da UFRGS, abaixo tem alguns exemplos de eventos e sua pontuação respectiva.

  • A participação em Congresso Nacional ou Regional dá direito a 10 pontos por evento;
  • Apresentação de trabalho (oral ou pôster) em congressos da área e de áreas afins dá direito a 10 pontos por trabalho;
  • A publicação de artigo em anais de congresso dá direito a 10 pontos por artigo.

Neste evento serão apresentados diversos trabalhos científicos do quadro de professores, alunos e ex-alunos da UFRGS. Confira abaixo os trabalhos que foram aprovados:







Valores da Inscrição no evento
  • Professores: R$ 300,00
  • Alunos de Pós-graduação: R$ 150,00
  • Alunos de Graduação: R$ 70,00
  • Profissionais registrados no CRC e Avaliadores de trabalhos do evento: R$ 200,00
A UFRGS oferece um auxílio evento para que o aluno possa custear algumas despesas durante a participação de eventos dentro ou fora da universidade. Para mais informações acesse o site da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis - http://www.ufrgs.br/prae/bolsas/auxilios-financeiros.


Local de realização do evento:
  • Associação Catarinense de Medicina (ACM)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

XV Convenção de Contabilidade do RS

Aconteceu!

Participação de professores, alunos e ex-alunos da UFRGS na XV Convenção de Contabilidade do RS.


Nos dias 26, 27 e 28 de agosto de 2015, aconteceu a XV Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves, realizada pela ACCRGS - Academia de Ciências Contábeis do Rio Grande do Sul e organizada pelo CRCRS.

Nessa edição do evento o tema foi Contabilidade o poder da informação em suas mãos. No evento aconteceram a Feira de Negócios e Oportunidades, diversas palestras e apresentações de trabalho técnicos e científicos.

Dentre as grandes figuras que estiveram no evento, queremos destacar nossos professores e colegas da faculdade, que além de visitantes também apresentaram trabalhos e palestraram.

A professora Márcia Bianch participou do evento como debatedora na Sessão interativa: "Contabilidade governamental e do Terceiro Setor", na qual, um dos trabalhos apresentados era de autoria de Nadine Tomasel, aluna que se formou no dia 28.08.2015 no curso de Ciências Contábeis/UFRGS; Ariel Behr, professor e paraninfo da turma dos formandos de contabilidade 2015/01 e Jeferson Luís Lopes Goularte, professor assistente da Universidade Federal do Pampa.

O professor Diego de Oliveira Carlin, apresentou o trabalho "Identificação do ciclo de vida dos municípios do Rio Grande do Sul: uma análise por meio da demonstração dos fluxos de caixa e pelo método CHAID" o estudo foi desenvolvido por ele, pela professora Fernanda Victor Carlin e por Paula Fernanda Fachina, ex-aluna da UFRGS. O trabalho foi apresentado na Sessão interativa: "Contabilidade governamental e do Terceiro Setor", coordenada pela professora Romina Batista de Lucena de Souza.

Professor Diego, também apresentou o trabalho "Modelo de alocação de auditores em empresas de auditoria por meio de programação matemática linear" na Sessão interativa: "Auditoria e Perícia – Governança corporativa" coordenada pela professora Márcia. A contadora e ex-aluna da UFRGS Maísa Schuh e a professora Fernando também fizeram parte deste estudo.

Na Sessão interativa: "Contabilidade gerencial", teve a apresentação do trabalho "Aplicação do Sistema Time-Drive Activity-Based Costing: estudo de caso em uma microempresa do setor metalúrgico", pela também formanda Julia Flach Allgaier e pela professora Wendy Beatriz Witt Haddad Carraro.

Quem também estava presente no evento, era a professora Ana Tercia Lopes Rodrigues, vice-presidente de Gestão do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, que participou do 2º Fórum Mulheres Movidas por Desafios.

A Convenção acontece a cada dois anos, então fique ligado para participar da próximo, quem sabe até apresentar um trabalho!

Lembrando que a participação neste tipo de evento, gera créditos complementares para os alunos.

Algumas fotinhos do evento!