sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Plano de Negócio

O SEBRAE tem um série de vídeos que traz dicas sobre planejamento, marketing, finanças, fluxo de caixa e outras informações interessante para o mundo dos negócios.
Empresários falam sobre seus próprios erros, acertos e dúvidas, e consultores identificam soluções para o sucesso das empresas.

O vídeo a seguir traz o relato do Fábio Zan, dono de uma loja de sucos. Ele relata que seu erro foi ter mudado o plano inicial e que a maior dificuldade foi em desenvolver o produto no papel, sem ter as matérias-prima em mãos.

Ele também fala sobre as vantagens de se desenvolver um plano de negócios e de onde buscar informações. No final há uma conversa com o proprietário Fábio e o consultor do SEBRAE-SP, dando algumas dicas interessantes.




Fonte:
SEBRAE (http://tv.sebrae.com.br/m/762/http://tv.sebrae.com.br/m/762/)


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Tipos de Orçamento

Conforme Padoveze (2012, p. 203), "há basicamente dois tipos clássicos de orçamento: o estático e o flexível." De acordo com o autor, aquele é o mais comum.
Existem outros tipos de orçamento derivados deste dois, Ferreira e Diehl (2012), em seu estudo, fizeram uma relação dos conceitos destes orçamentos:


Além destes, Padoveze (2012) menciona o Orçamento Corrigido, o qual compreende o ajuste do orçamento quando houver alteração de preços. Para o autor este tipo de orçamento somente é aceitável quando a alteração de preços não for controlável pelos gestores, por exemplo, for proveniente de inflação ou outras alterações impostas pelo governo.


Fontes:

FERREIRA, Fernanda B.; DIEHL, Carlos A. Orçamento Empresarial e suas Relações com o Planejamento Estratégico. Pensar Contábil, Rio de Janeiro, v. 14, n. 54, p. 48-57, 2012.
PADOVEZE, Clóvis L. Controladoria Estratégica e Operacional: conceitos, estrutura, aplicação. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Malefícios de não planejar

Falta de Planejamento Orçamentário é fator de crise nas empresas

A falta de Planejamento Orçamentário está entre os principais fatores para falências e grandes crises financeiras. Dados divulgados pela Serasa Experian revelam números alarmantes.
O que se pode considerar é que a falta de planejamento orçamentário está entre os principais fatores para falência e grandes crises financeiras.

O economista e especialista em Recuperação Judicial, Douglas Duek, sócio-diretor da Quist Investimentos, destaca “Muitos empresários não sabem mensurar a viabilidade de seu produto ou serviço, ou seja, não sabem dizer se a diferença entre o preço de produção e o preço de venda compensa para pagar todos os custos do processo, impostos e ainda lucrar com isso. Por isso muitos trabalham e a empresa não sai do lugar, só sobrevivem um tempo maior por que vão acumulando dívidas com impostos e bancos”.

A falta de administração financeira adequada pode causar os seguintes problemas:

- Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas e financeiras. “Isso ocorre porque não é feito o registro adequado das transações realizadas”, explica Ivan Hudler, presidente da Prosyst, empresa de ERP para Gestão Corporativa, com 28 anos de atuação no Brasil;
- Não saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais, porque não é elaborado o demonstrativo de resultados;
- Não calcular corretamente o preço de venda, porque não são conhecidos seus custos e despesas;
- Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, bem como o volume e o destino dos pagamentos porque não é elaborado um fluxo de caixa, um controle do movimento diário do caixa;
- Não saber o valor patrimonial da empresa, porque não é elaborado o balanço patrimonial;
- Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore, porque não é estabelecido um valor fixo para a remuneração dos sócios;
- Não saber administrar corretamente o capital de giro da empresa, porque o ciclo financeiro de suas operações não é conhecido;
- Não fazer análise e planejamento financeiro da empresa, porque não existe um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).

“É justamente em fatores como esse que a tecnologia deve ser a principal aliada, tanto nas informações quanto na agilidade de operação”, explica Hudler, em relação ao módulo Planejamento Orçamentário, disponibilizado pela Prosyst.

Entre os benefícios estão a redução e impactos indesejáveis no caixa, dos gastos imprevistos, além de melhora no acompanhamento da receita planejada. “A maioria dos sistemas atua de forma reativa, ou seja, após acontecer algo, geralmente, um imprevisto, é feita uma análise para correção dos custos”, completa o executivo.

“Para muitas empresas do mercado, o ganho nas aquisições de seus insumos, representa índice superior ao realizado pelas vendas. Qualquer ganho nas aquisições, tem seu respectivo valor transferido diretamente para o resultado (lucro) da empresa. Portanto, boas práticas de Planejamento e Controle Orçamentário afetam o resultado da companhia, representando um instrumento imprescindível na gestão e melhorando a saúde e competitividade das empresas”.

E finaliza. “Todas as empresas deveriam ter algum Planejamento Financeiro e acompanhar pelo menos reativamente. Empresas que demandam importante investimento em aquisições de insumos, são as que melhor se utilizam e se beneficiam desta ferramenta”.

Fonte:

http://www.prosyst.com.br/noticias/detalhes/falta-de-planejamento-orcamentario-e-fator-de-crise-nas-empresasFalta de Planejamento Orçamentário é fator de crise nas empresas

Introduzindo o Orçamento

“O Orçamento é ferramenta de controle por excelência de todo o processo operacional da empresa, pois envolve todos os setores da companhia.”¹

Podemos considerar o orçamento como a principal ferramenta da gestão empresarial, pois ele “consiste basicamente em quantificar monetariamente aquilo que se pretende formar ou adquirir em um determinado período de tempo, ou seja, uma visão imaginária de onde se quer chegar, o que se pretende atingir, e de que forma esses objetivos serão alcançados. ”²

 O contador Raul Cortepasse³ destacou 4 pontos fundamentais do orçamento:

  1. Foco no objetivo da empresa, em detrimento do objetivo setorial;
  2. Gestão compartilhada
  3. Indicadores de Desempenho
  4. Análise dos Indicadores

O orçamento empresarial deve contemplar os objetivos da organização bem como os objetivos de cada setor da empresa. Sua elaboração deve ser participativa, ou seja, o processo orçamentário deve permitir a participação de todos os gestores responsáveis por um orçamento específico, de forma a obter seu comprometimento.

A análise do planejado versus o realizado é uma excelente fonte de informação para tomada de decisão, através dos indicadores de desempenho. É relevante que a empresa ao elaborar o orçamento simule cenários possíveis e estabeleça planos de ação no caso de acontecer algum imprevisto ao longo do exercício que venha atrapalhar o que havia sido planejado.

Para que um plano orçamentário tenha sucesso, ele deve estar introduzido na cultura da organização, para que todos os membros da organização se sintam parte do crescimento da empresa. “Ele é um exercício de aprendizado permanente e só pode ser desenvolvido e atingir um grau de utilização eficaz se praticado.”¹

FONTES:
¹ PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria Estratégica e Operacional: conceitos, estrutura, aplicação. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
² https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol_5_1247866052.pdf
³ CORTEPASSE, Raul Alves. A contabilidade e a gestão empresarial na era da informação. Revista do Crcrs, Brasil, v. 23, p. 5-9, 2015.